SAXON HEAVY METAL THUNDER – O FILME.

A história da banda britânica de heavy metal Saxon conta como cinco amigos da backstreets de Yorkshire partiram para enfrentar o mundo. Este novo documentário relata sua história de 30 anos de dor de cabeça, dor de ouvido, sucesso e excessos. Apesar de nunca chegaram ao sucesso popular de outras bandas britânicas como Iron Maiden e Motorhead, Saxon agora é amplamente considerado herói do metal. A própria definição de um filme feito “para os fãs”, foi inteiramente financiado por doações de sua legião de seguidores fanáticos.
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Filmes: Biografia de Bob Dylan em "No Direction Home"

No Direction Home – Bob Dylan” capta a alma de um dos mais pungentes compositores norte-americanos e ilumina com grande nitidez o período de 1961 a 1966, quando Bob Dylan forjou Bob Dylan pela primeira vez _e ele se reinventaria algumas vezes até hoje. O filme de 208 minutos dirigido por Martin Scorsese acaba de sair em DVD no Brasil. Na Inglaterra e nos EUA, ele também foi exibido na BBC e na PBS, respectivamente. Scorsese havia dirigido “Feel Like Going Home”, sobre a ligação do blues com a África, um dos episódios da série “The Blues” (2003), igualmente exibida pela PBS.

O documentário exibe com riqueza de detalhes o período em que Dylan chega a NY até pouco antes do acidente de moto que sofreu em 1966, sem apelar para fofocas da vida pessoal dele nem para nostalgia barata. O cerne do coração de Dylan e o zeitgeist daqueles 60 são exibidos com elegância.

Country, folk music (tradicional e rural música norte-americana) e blues
formam o tripé fundamental da música de Dylan, com o soul a compor o quarto elemento. “Era a sonoridade que importava [no começo]”, diz Dylan no documentário.

E o rock? Bem, o rock ganha de Robert Allen Zimmerman (seu nome de nascimento) um pilar estrutural, não o contrário. Um trovador folk que ousou eletrificá-lo e pagou caro por isso em muitos sentidos. Mas apenas alguns demiurgos são capazes de ousar, não pelo experimentalismo em si, mas porque possuem uma voz genuinamente criativa pela qual acredita que é o melhor meio de se expressar _e ele “tinha” de fazê-lo, mesmo com as vaias cujos motivos desconhecia.

O cenário era de Guerra Fria (comunistas, direitos humanos e o assassinato de JFK em pauta) e da quentíssima Guerra do Vietnã. Assuntos “banais” como esses não interessavam a Dylan. Ele rejeitava o status de “porta-voz de uma geração”, de “mito”, de “rebelde”, de “a consciência de…” e, principalmente, não se considerava engajado politicamente.

A frustração e o desconforto em não conseguir se desvincular de uma imagem criada à sua revelia são captados no final da segunda parte (o DVD é duplo), quando Dylan diz que estava cheio daquela cena, de se sentir “pressionado e martelado” a responder perguntas.

E perguntas como as que ele estava “sick” de responder aparecem aqui e ali em cenas de entrevistas coletivas da época (de resto, cretinas em qualquer tempo e lugar). Como “Por que você não faz mais canções de protesto?” A resposta, irônica: “Quem disse isso? Todas as minhas músicas são de protesto. Tudo o que faço é protestar”. “Em certo momento, as pessoas começaram a ter uma imagem distorcida de mim por algum motivo”, diz Dylan.

Seguem imagens da apresentação de Dylan e Joan Baez em Washington, na Marcha do Milhão, em 1963, quando Martin Luther King fez o discurso que se tornaria célebre, “I had a dream…”.

A relação de Dylan com seus fãs é mais explícita em “Crônicas”, autobiografia publicada este ano no Brasil (ed. Planeta). No documentário, há indícios desse desconforto que possui as mesmas raízes das de rejeitar rótulos. Dylan é abordado numa praça por um fã que pede para tocar nos dedos esquerdos do músico. “Por Deus, cara. Eu não deixaria você ver a minha mão direita.” “Mas você não toca com a mão esquerda”, replicou o fã, agora sem resposta. Ou quando um casal o aborda no carro e pede um autógrafo: “Você não precisa do meu autógrafo. Se você precisasse, eu daria a você”.

Curioso observar hoje as reações do público da época, na saída dos shows em que Dylan tocava metade acústico, metade plugado, com “aquela banda comercial”, diziam uns _The Band; nome apropriadíssimo. “Irreconhecível”, “vendido”, “traidor”, o clássico “Judas!”, que teve uma resposta à altura no palco, e até mesmo “acho que ele está se prostituindo [ao se apresentar com guitarra]” são alguns dos comentários dos fãs. Não sem razão, fã, etimologicamente, vem de fanático, intolerante. Nesse caso, é aquele que considerava que a “pura folk music” fora vilipendiada.

Entrevistas com personalidades como Joan Baez, Allen Ginsberg, Dave von Ronk, Suze Rotolo, Pete Seeger etc., além de uma extensa com o prório Dylan, e imagens de apresentações de artistas, como Odetta, Johnny Cash, Woody Guthrie (uma das maiores influências do compositor) e vários outros que influenciaram ou marcaram Bob Dylan, fazem desse filme de Scorsese a biografia definitiva do cantor, compositor e escritor. E ainda há oito apresentações de Dylan nos extras, algumas raras e uma inédita. E ainda há muito, muito mais.

Lemmy – O Filme

Estava aqui lendo sobre uma “lista” que a revista TIME publicou, elegendo os 10 melhores guitarristas de todos os tempos. Mais que lista tosca, nem vou comentar nem passar o link, uma porcaria de lista destas não merece mais nenhum clic. Então, voltando a assuntos agradáveis, vai aí a dica do Filme sobre Lemmy, o líder da banda MotorHead.

O mundo está tão enterrado em mentiras, retórica manipuladora, eufemismos e publicidade fraudulenta que, quando alguém tão intransigente, realista, sem corte, e honesto como Lemmy nos é apresentado, isso parece um furacão de ar fresco. É por isso que este documentário simplesmente se esforça para apresentar um retrato honesto do homem líder da banda  Motorhead é tão agradável. Fãs e astros do “rockadulating” incluindo Dave Grohl, Matt Sorum e Metallica sabem que ele é “o cara“. Enquanto isso, Lemmy leva tudo com uma pitada de sal e mostra nos o seu dia-a-dia, seja dirigindo  um tanque nazista, ou cortando as batatas para fazer seu famoso prato de  batatas fritas“. Ele também não tem a pretensão de que as câmeras não estão gravando, e ocasionalmente expressa sua irritação. Isso adiciona  tensão e interesse para este filme e nos lembra que Lemmy está jogando, Lemmy  Lemmy é Lemmy! Por Colin Liddell.


Link do site http://www.lemmymovie.com/
http://www.lemmymovie.com/

Filmes e aqueles sons inesquecíveis

Angry Again (Megadeth), canção que foi destaque no filme de 1993 O Último Grande Herói e, posteriormente, nomeado para um Grammy em 1994. Cheio de metalinguagem e brincando com os clichês dos filmes de ação, O Último Grande Herói conta a história de um garoto que obtém um tíquete mágico e consegue entrar na vida de um herói de ação. Ao mesmo tempo, o herói vai parar no mundo real, onde as coisas não dão tão certo quanto nos filmes…

A trilha sonora de “Homem de Ferro 2”, em parceria entre o Marvel Studios e a Columbia Records, traz 15 músicas do grupo australiano AC/DC. Intitulado de “AC/DC: Iron Man 2”, a trilha sonora está já está á venda. As canções selecionadas fazem parte do catálogo do AC/DC de 1976 a 2008. O disco será vendido nos formatos LP e CD+DVD. A canção “Shoot to Thrill” até ganhou um clipe especial (que pode ser visto abaixo) que misturam imagens de um show do AC/DC em Buenos Aires, no ano passado, com cenas inéditas de “Homem de Ferro 2”.

“(Ghost) Riders In The Sky”  (Spiderbait) A banda gravou um cover de Ghost Riders in the Sky“, como o tema principal do filme Motoqueiro Fantasma, estrelado por Nicolas Cage. Um pequeno trecho é tocadadurante o filme, e ele é jogado na sua totalidade, a primeira música, quando os créditos rolam.

FILMES : Into the Wild

Podem acreditar que quando acabei de ver esse filme, fiquei extasiado com a constatação de que o autor desse blog e o personagem desta história baseada na vida de Christopher McCandless, nascemos no mesmo dia, mês e ano. Quem nessa sociedade materialista, individualista e hipócrita não se identifica com o personagem desse filme. Bem, o motivo desse post é o FILME sim, e sua trilha sonora que é um baita trabalho de Eddie Vedder, mais conhecido como vocalista do Pearl Jam. Abaixo um pouco sobre o filme que recomendo a quem ainda não o assistiu, e que já viu com certeza o fez por mais vezes. Um excelente filme, com uma trilha sonora que poucas vezes vi se encaixar tão bem no clima desta produção.


Christopher McCandless nasceu em 12 de fevereiro de 1968 na cidade de El Segundo, localizada no estado americano da Califórnia, no Condado de Los Angeles. Em 1976 mudou-se com a família para Annandale, Virgínia, onde cresceu e amadureceu. O seu pai, Walt McCandless, trabalhou para a NASA como um especialista em antenas. A sua mãe, Wilhelmina “Billie” Johnson, foi secretária do pai de Chris e depois ajudou Walt a fundar e dirigir uma bem sucedida empresa de consultoria.

Desde a infância os seus professores notaram que Chris era extraordinariamente enérgico, adorando esportes fisicos. Conforme cresceu, ele uniu isso a um intenso idealismo e resistência física. Na escola, ele foi o capitão da equipe de cross-country onde ele estimulava os seus companheiros a considerarem a corrida como um exercício espiritual, no qual eles estavam “a correr contra as forças da escuridão… todo o mal do mundo, todo o ódio.”
Ele se graduou no W.T Woodson High School em 1986 e na Emory University em 1990, especializando-se em história e antropologia. O fato de vir da classe média alta e ter graduação universitária, escondeu um crescente desprezo interior para o que ele via como o materialismo vazio da sociedade americana. Os trabalhos de Jack London, Leo Tolstoy e Henry David Thoreau tiveram uma grande influência sobre McCandless, e ele sonhava em deixar a sociedade para um período thoreauniano de contemplação solitária.

Logo após acabar o curso na Universidade de Atlanta, em 1990, Christopher McCandless doou os seus 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade e desapareceu sem avisar a família. Já não era a primeira vez que Chris decidia fazer uma viagem pelos vários estados americanos, sozinho, dependendo da natureza e do que encontrava no caminho. Mas daquela vez foi diferente. A sua raiva quanto à civilização em que vivia, quanto às mentalidades e materialismos da época, foi fundamental para a sua tomada de decisão. A partir daquele dia, nunca mais regressou a casa.

Devido a um problema com o seu velho Datsun amarelo, Chris foi impelido a abandoná-lo junto ao lago Meade, em Detrital Wash, mas isso não o impediu de continuar. Encarou a situação como um sinal do destino e, abandonando junto ao carro grande parte dos seus pertences e queimando todo o dinheiro que trazia consigo – cerca de cento e vinte e três dólares –, Chris McCandless partiu a pé em direcção ao Oeste, adotando um novo estilo de vida, no qual era livre e assumia o nome de Alexander Supertramp, seguindo os ideais de Henry David Thoreau, Leon Tolstói e Jack London, em busca de experiências novas e enriquecedoras.
Foi à boleia que chegou a Fairbanks, no Alasca, fazendo amigos e conhecendo lugares magníficos pelo caminho. Entre as suas aventuras destacam-se uma descida do rio Colorado em canoa. Walt e Billie McCandless, pais de Chris, ainda tentaram encontrá-lo, mas em vão. Apenas a sua irmã Carine recebia uma carta de vez em quando, e mesmo ela não sabia a sua localização. Os anos foram passando, e Chris continuava sozinho, algures na América, passando por Carthage, Bullhead City, Las Vegas, Orick, Salton City, entre outros, até chegar finalmente ao destino pretendido: o Stampede Trail. Conheceu Jan e Bob Burres, Wayne Westerberg, Ronald Franz (nome fictício), que se tornaram seus amigos inseparáveis a quem se ia correspondendo por cartas; permaneceu em alguns sítios durante meses, mas partia de seguida para outras aventuras.

Por onde passou, Chris alterou as vidas das pessoas que o conheceram. A sua personalidade forte, muito inteligente e simpática deu uma nova vitalidade a Jan, Franz e Westerberg. Raramente falava de Annandale e de casa, e eram muitas as vezes em que era reservado e ponderado. Mas o rapaz de vinte e quatro anos, que todos conheceram como Alex, cumpriu o seu destino e partiu de Fairbanks em direcção ao Monte McKinley, dois anos depois de ter iniciado a sua viagem.
Gallien deu carona a Chris até ao Parque Nacional Denali, através do Stampede Trail, um caminho que levava ao interior do Alasca. Também ele simpatizou com o rapaz, que gentilmente lhe contou os planos de permanecer alguns meses na floresta. A única comida que levava era um saco com cinco quilos de arroz, e o seu equipamento era inadequado para quem planeava fazer o que ele se propunha. Ainda assim, o rapaz parecia determinado, e nada o podia dissuadir. Partiu assim para o desconhecido, ignorando a hora e o dia, numa quinta-feira de abril, sem deixar rastro.
Através de um diário que manteve na contracapa de vários livros, com cento e treze entradas, podemos compreender o que realmente aconteceu a Chris McCandless na sua viagem ao interior do Alasca. O seu diário contém registos cobrindo um total de 113 dias diferentes. Esses registos cobrem do eufórico até ao horrível, de acordo com a mudança de sorte de McCandless.
Alimentou-se do que trazia e de algumas bagas que colheu na natureza, tal como de alguns animais que caçou, com sucesso; leu vários livros, rabiscando-os com pensamentos próprios sobre a vida; passeou por diversos bosques, mas o local onde permaneceu mais tempo foi logo abaixo da Cordilheira Externa, onde ainda hoje se encontra um ônibus abandonado, de número 142 do Fairbanks Transit System, que serviu de residência a Chris, onde pernoitou e escrevinhou algumas frases no seu interior, nos meses que se encontrou na floresta como: “(…) SEM JAMAIS TER DE VOLTAR A SER ENVENENADO PELA CIVILIZAÇÃO, FOGE E CAMINHA SOZINHO PELA TERRA PARA SE PERDER NA FLORESTA”.

Permaneceu cerca de quatro meses nas montanhas, sobrevivendo à custa do que encontrava, totalmente sozinho, livre. Em 6 de setembro de 1992, dois trilheiros e um grupo de caçadores de alce acharam esta mensagem na porta do ônibus:
“S.O.S. Preciso de ajuda. Estou aleijado, quase morto e fraco demais para sair daqui. Estou totalmente só, não estou brincando. Pelo amor de Deus, por favor, tentem me salvar. Estou lá fora apanhando frutas nas proximidades e devo voltar esta noite. Obrigado, Chris McCandless.”
O seu corpo foi encontrado em decomposição em agosto de 1992, embrulhado num saco-cama no interior do ônibus, já morto há cerca de duas semanas. A causa oficial da morte foi inanição. Porém, alguns pensam que foi envenenado acidentalmente por algumas sementes que ingeriu. Nunca se saberá bem a verdade.
Jon Krakauer acredita que McCandless morreu por ingerir sementes de batata selvagem (Hedysarum alpinum), que McCandless mencionou nos seus registros, sendo os efeitos desta devastos para o organismo humano. Essa espécie de batata não é considerada venenosa — a sua raiz é comestível, mas há evidência de que as suas sementes contêm um alcalóide que interfere no metabolismo da glicose pelo organismo. Entretanto, Dr. Thomas Clausen da Universidade do Fairbanks no Alasca conduziu testes extensivos nas sementes encontradas no acampamento de McCandless e constatou que não continham toxinas ou alcalóides. (Note que esta é a teoria que Krakauer apresenta no seu livro sobre McCandless, e difere da teoria anterior que ele relatou no seu artigo da revista Outside, envolvendo outra planta, Hedysarum boreale mackenzii, uma ervilha de cheiro semelhate à batata selvagem e conhecida por ser venenosa.)Na edição mais recente do seu livro, Krakauer modificou subtilmente a sua teoria com respeito à causa de morte de McCandless. Ele acredita que as sementes da batata selvagem encontravam-se com mofo e foi este o agente que contribuiu para sua toxicidade.

Mas Chris McCandless morreu feliz; ele próprio o disse numa entrada no diário, percebendo o seu fraco estado de saúde: “Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus vos abençoe a todos”.
Quando foi descoberto no Alasca, sem vida, a tarefa de escrever um artigo sobre o viajante, na altura desconhecido, foi incumbida a Jon Krakauer, jornalista da revista Outside. A história de McCandless tocou-o profundamente, e o fato de a sua própria vida se assemelhar à do rapaz, levou-o a investigar a fundo, obsessivamente toda a sua jornada desde Anandale até ao Alasca: – “Quando era adolescente, eu era teimoso, introvertido, sempre imprudente, de humor variável. Desapontei o meu pai das formas que são habituais. Tal como McCandless, as caracteristicas de autoridade provocavam em mim uma combinação confusa de fúria contida e ânsia de agradar. Se qualquer coisa despertava a minha imaginação indisciplinada, perseguia-a com um zelo que atingia a obsessão e, desde os dezessete anos até quase aos trinta essa coisa era a escalada.” – Tudo o que descobriu, depois de falar com diversas pessoas, e visitar vários locais por onde o viajante Alex passou, foi agrupado num livro ao qual deu o nome de “Into The Wild – O Lado Selvagem”. O livro, bestseller desde que foi lançado, em 1996, deu origem a um filme, com o mesmo nome, realizado por Sean Penn.

Faixas:

    “Setting Forth” – 1:37
    “No Ceiling” – 1:34
    “Far Behind” – 2:15
    “Rise” – 2:36
    “Long Nights” – 2:31
    “Tuolumne” – 1:00
    “Hard Sun” (Indio) – 5:22
    “Society” (Jerry Hannan) – 3:56
    “The Wolf” – 1:32
    “End of the Road” – 3:19
    “Guaranteed” – 7:22