The Sentinel (Judas Priest)

Pois é, o cara com tempo de sobra esticado numa cama de fisioterapia recebendo aquele choquinho básico na coluna, e com morfina no sangue … “ops, calma, medicamento à base de morfina com prescrição médica”, e não podia faltar nesse momento de relax, uma boa fonte de áudio, pra curtir um bom rock e metal. Já tinha em mente um bom tempo a ideia de tentar classificar, algumas obras primas do Metal, e uma música não me saia da mente. A música em questão é The Sentinel do Judas Priest, do disco Defenders os the Faith, já pinçado aqui no blog. Trabalho complicado dentre as inúmeras bandas e milhares de músicas, esse negócio de listas e classificar oq é melhor sempre acaba colocando o pretenso sabetudo numa saia justa. Então a música teria que ter aquilo que marca um bom Heavy Metal, uma batida forte na batera, solos de guitarra, um baixo marcando tudo isso e um vocal clássico do Metal. Realmente The Sentinel tem estas características, pensei outro vocal tentando chegar nos acordes de Rob Halford, e não consegui encontrar ninguém que conseguisse manter o gogó inteiro até o final.  Fique bem entendido que é um obra prima, um diamante bem lapidado do Metal, dentre várias composições. Abaixo Halford soltando o vozeirão ao vivo  mantendo a música no mesmo nível que a gravação de estúdio.

Diamonds and Rust (Joan Baez)

No caminho ao atendimento a um cliente numa cidade próxima à Blumenau, deixei rolando uns sons dos primeiros trabalhos do Judas Priest. Sempre gostei muito da versão de Diamonds and Rust na voz de Rob Halford, mas mesmo sabendo que era um som de Joan Baez, nunca havia escutado a versão original, ou se o fiz, não me lembro.

“Diamonds & Rust” interpretada por Joan Baez  foi lançado em 1975, mas havia sido escrito a novembro do ano anterior. Na canção,  ela relata um telefonema repentino de um antigo amante, que lhe remete uma década atrás no tempo, para um hotel “fuleiro”, em Greenwich Village, ela lembra em detalhes esse encontro, e resume que as lembranças trazem “diamantes e ferrugem”.

A canção, que foi um sucesso top-40 de Baez na parada de singles pop dos EUA, é considerado por vários críticos, bem como pelos fãs Baez, como uma de suas melhores composições. Ele serviu como a canção-título em ouro venda-de Baez Diamonds & Rust álbum em 1975.

Well I’ll be damned
Here comes your ghost again
But that’s not unusual
It’s just that the moon is full
And you happened to call
And here I sit
Hand on the telephone
Hearing a voice I’d known
A couple of light years ago
Heading straight for a fall

A canção foi posteriormente regravada com letras editadas pelo Judas Priest para o álbum Sin After Sin. Ela foi originalmente gravada um ano antes de Sad Wings of Destiny, mas não incluídas no álbum e essa versão inicial aparece em The Best of Judas Priest, Hero, assim como algumas remasters de seu primeiro álbum, Rocka Rolla. Uma versão ao vivo da canção aparece em Unleashed in the East. A música continua a ser um grampo de Judas Priest concertos ao vivo. Nos últimos anos, Priest vêm realizando uma versão maioritariamente acústico da música que é mais semelhante ao original do que a versão rock sobre seus álbuns gravados.

You Really Got Me

You Really Got Me
“You Really Got Me” é uma canção de rock escrita por Ray Davies e tocada por sua banda, The Kinks. Ela foi lançada em Agosto de 1964 como o terceiro single do grupo, e chegou ao número 1 da Paradas de sucesso do Reino Unido no mês seguinte. Pra se sincero nunca havia observado ou pesquisado um pouco mais sobre essa música. Assitindo agora o vídeo do The Kinks tocando, putz olha a contribuição que essa banda deu ao rock. Para o ano de gravação dessa música que foi 1964, fiquei realmente impressionado.
Covers
Mott the Hoople lançou ela de forma instrumental em 1969 no álbum Mott the Hoople.
O grupo progressivo 801, que contava com Phil Manzanera e Brian Eno, tocou esta música em um concerto, e incluiu no seu álbum de 1976 intitulado 801 Live.
Robert Palmer lançou esta música em 1978 no seu álbum Double Fun.
Também foi regravada pelo Van Halen.
Legal é tocar os vídeos abaixo e fazer as comparações, apreciando a música nos estilos bem diferentes.

Ziggy Stardust

Absurda a qualidade da gravação do primeiro vídeo abaixo, vídeo de David Bowie, Ziggy Stardust. Não podia deixar de compartilhar, e ao mesmo tempo passar algumas informações a mais sobre Ziggy Stardust. Composta em 1972 por Bowie para o álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, conta a história de um alienígena chamado Ziggy Stardust, que vem para salvar a Terra que seria destruída em cinco anos e acaba formando uma banda chamada “Spiders from Mars”. Ele se torna uma estrela e acaba cendendo aos exageros do Rock n’ Roll. O álbum termina com o suicídio de Ziggy. O nome Stardust foi inspirado no legendário Stardust Cowboy. Esta música é ranqueada #277 na lista da Rolling Stone’s nas 500 maiores músicas de todos os tempos. Adoro esse som, com quanta coisa boa nos anos 70 esses monstros da música nos presentearam.
Legendary Stardust Cowboy, é o nome artístico de Norman Carl Odam (Lubbock, 5 de setembro de 1947), é um artista performático americano de rock and roll que veio a ser um dos primeiros exemplos do gênero musical chamado psychobilly, na década de 1960. Embora seja considerado um artista extravagante, ele próprio se considera um artista sério.
Odam nasceu em Lubbock, Texas. Desde a infância, demonstrou grande interesse em voos espaciais tripulador, dizendo que ainda criança ele “costumava olhar para a Lua e dizer a si mesmo que algum dia o homem iria à Lua”, ainda que ele preferisse viajar a Marte. Durante a sua adolescência, ele combinou seus interesses sobre o espaço sideral e do Oeste americano para criar o nome “Stardust Cowboy”, adicionando a palavra “legendary” porque “Eu sou uma lenda de meu próprio tempo”.
Odam começou a se interessar pela música nos anos finais da escola como um meio de se tornar popular com as garotas. Inspirado por Chet Atkins ele começou a tocar guitarra e aprendeu sozinho a tocar a corneta. Após o ensino médio ele frequentou brevemente a faculdade, graduando-se em eletrônica.
Quando estava na faculdade, Odam teve a ideia de “escrever uma canção selvagem que cativasse a todos”. Isto o levou a escrever a canção “Paralyzed”, com a qual ele se concursos de calouros locais. Ele gravou essa canção em 1968, naquilo que parecia ser um momento de tempo livre em Fort Worth, Texas. Ele tocou a corneta e dobro, enquanto T-Bone Burnett tocava bateria. A faixa apresenta gritos e rosnados ininteligíveis, acompanhados pela percussão frenética e a guitarra acúsica, com Odam gritando o título da canção: “Paralyzed!”

Versão de estúdio com a letra, legal para acompanhar e conhecer um pouco mais.

Aqui, Def Leppard tocando numa versão Unplugued.

Heart of Lothian (Marillion)

Bem, é complicado escutar Misplaced Childhood do Marillion sem escutar o álbum todo. Fish o vocalista, antes do lançamento fez uma brincadeira, dizendo que o álbum teria uma música no Lado A, e outro no lado B do disco. Não foi lançado dessa forma, mas pra mim esse trabalho tem algo bem parecido com the Wall do Pink Floyd, ou seja, é uma sequencia, escute-o dessa forma, e depois algumas músicas de forma aleatória, não tem comparação. Bem, esse post é sobre uma dúvida que sempre tive sobre um refrão da música Heart of Lothian.

Rooting, tooting cowboys
Lucky little ladies at the watering holes
They’ll score the Friday night goals

I was born with a heart of Lothian
I was born with a heart of Lothian
With a heart of Lothian

I was born with a heart of Lothian, with a heart of Lothian.

II. Curtain Call

And the man from the magazine, wants another shot of you all curled up
‘Cos you look like an actor in a movie shot.
But you’re feeling like a wino in a parking lo

 
Nunca fui muito a fundo, mas acabei descobrindo que pelo fato de Fish ser Escocês, a expressão  (“I was born with the heart of Lothian“) é uma referência a uma tradicional região da Escócia  Heart of Midlothian (Royal Mile) (Coração de Midlothian), um coração de mosaico localizado no Royal Mile de Edimburgo (Uma sucessão de ruas de aproximadamente uma milha, em Edinburgo). Então, passando por Edimburgo não perca a oportunidade  de conhecer esse lugar que serviu de inspiração para a bela música do Marillion.
 

Abaixo a versão de estúdio de Heart of Lothian.

Versão ao vivo “Marillion – Heart of Lothian live from Loreley”, um Fish super inspirado e cantando como nunca. Não conhece Marillion, aproveite.

Going to California – Led Zeppelin

Algumas músicas podem ser escutadas por milhares de vezes que não nos cansamos de ouvi-las. Músicas como “Going to California”, som no estilo melancólico do Led Zeppelin, com Robert Plant nos vocais, guitarra acústica por Jimmy Page e bandolim por John Paul Jones. A música contrasta com o rock pesado elétrico amplificado em quatro das outras faixas do álbum. 
 
A música é declaradamente inspirada no cantor canadense Joni Mitchell, com quem Plant e Page foram fortemente influenciados. Em performances ao vivo da canção, Plant costumava dizer o nome de “Joni depois desta estrofe (que é pensado para ter referenciado composição 1967 Mitchell I Had a King”):
 
         To find a queen without a king,
         They say she plays guitar and cries and sings.
         

         Para encontrar uma rainha sem um rei,
         Dizem que ela toca guitarra e chora e canta.

Em uma entrevista que ele deu a Spin Magazine em 2002, Plant afirmou que a música “pode ser um pouco constrangedor, às vezes lírico, mas fez resumir um período da minha vida quando eu tinha 22 anos“. Em uma entrevista de 2007 com mesma revista, Plant afirmou que a canção era sobre “Ele refletindo sobre os primeiros anos do grupo, quando eu tinha apenas cerca de … 20, e estava lutando para encontrar-me no meio de todas as loucuras da Califórnia e da banda e as groupies …”